quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

E então 2016 chegou

O tempo é mesmo implacável.
Já estamos em 2016 - o tão esperado ano das Olimpíadas no Rio de Janeiro.
2015 ficou para trás, já virou fotografias do passado nos meus arquivos do computador.
Pra muita gente o ano que passou foi péssimo.
Pra mim, foi surpreendente.
Muita coisa boa aconteceu.
Até hoje a ficha ainda não caiu: estive na Alemanha e na Holanda...
Me tornei mestre.
São coisas que eu não imaginava que aconteceriam há cinco anos...
Mas se concretizou e eu me sinto grata à vida por ter me proporcionado momentos tão maravilhosos.
E no meio disso tudo: as pessoas que eu amo do meu lado, mesmo quando estão distantes geograficamente.
Dentre todas as coisas boas que me aconteceram e as que estiverem por acontecer. A melhor delas sempre foi, é e será: ter ao meu lado essas pessoas que me fazem acreditar que a vida é linda, que vale a pena viver e que tudo vai dar certo.
Eu não sei o que 2016 tem pra mim, mas se essas pessoas continuarem comigo, sei que será um bom ano, independente das minhas vitórias e conquistas pessoais.
Eu não me canso de dizer que minha maior felicidade não está em mim. Minha maior felicidade  são essas pessoas estarem comigo!!! ^^

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Sobre a pesquisa de mestrado ou constelações do universo



Não entendo nada de astronomia, nem de astrologia, e, nem tampouco de psicologia (embora gostaria).

Mas entendo perfeitamente quando esse coraçãozinho bate mais rápido, me indicando que se não tem nada de errado, com certeza tem de impressionado. E quando vejo as estrelas no céu, é assim que eu fico: encantada, impressionada com tanta beleza, com tanta estranheza e ao mesmo tempo com tamanha sutileza essa a do universo, que nos abriga, nos cerca, nos intriga...

Mas, além desse universo maior, há também pequenos universos, como este em que estou inserida agora, e olha só: não pode ser mera coincidência este lugar ser chamado de universidade! A universidade, pela própria origem da palavra, bem como pelo seu significado, nos remete ao universo, o qual se refere ao conjunto de tudo o que existe. E ao pensar em universo, uma das imagens que se tem são as constelações, que, por sua vez, são formadas por grupos de estrelas, as quais durante milhares de anos guiaram os seres humanos em suas viagens pela superfície da Terra. Assim também podemos considerar os professores universitários: constelações que nos guiam para melhor percorrermos nossa jornada profissional e humana.

Ao fazer uma analogia entre professores e constelações, fico pensando nos professores que me guiaram como estrelas para que eu pudesse chegar até aqui...
Fazer pesquisa sobre professores dá nisso: não há como esquecer ou fingir que não lembro dos meus professores que tanto contribuíram para que eu também me tornasse professora.
Eles são estrelas como o sol, iluminando toda a via láctea. Eu ainda sou estrela em formação, tentando entender como é que se faz para iluminar, recebendo o brilho e a luz dessas estrelas-guia.

Pesquisar sobre professores é quase como pesquisar sobre estrelas: você fica fascinado com tanto brilho e de alguma forma, se sente um sortudo, iluminado por Deus!

#educaçãofísicacomamor

Tem gente que vai dizer que isso é (só) fruto de um trabalho;
que isso acontece porque essa é a vantagem dessa profissão...
Mas não.

É por causa da Educação Física que conheci pessoas maravilhosas, em especial, esse menino gentil, amoroso, educado e compreensivo. Mesmo que eu não tenha vontade de ser mãe, é graças à ele que eu imagino como seria ter um filho. Penso que se fosse como ele, valeria a pena arriscar. Mas como nada garante que será, sigo aproveitando cada momento que passo ao lado dos meus alunos, agradecendo à Deus pela oportunidade de ser melhor a cada dia por causa deles, com eles e para eles.

Ou seja, não é por causa do trabalho ou da profissão, apenas. É por causa deles.

Obrigada, Luiz Otávio, por você existir!!!





sexta-feira, 18 de setembro de 2015

0232 (minha versão do 666)

(seis meses se passaram desde o último texto).


Neste momento, pensando no tanto de tempo que eu fiquei sem escrever, me lembro do poema de Mário Quintana (666) e penso que além de poeta ele era também um ser humano à frente do seu tempo, que sabia melhor que qualquer um falar sobre o tempo.:
"Quando se vê já é sexta-feira".

Em seis meses eu fiz tanta coisa, mas mesmo assim, bem menos do que pretendia...
No mês de abril, eu fui pro Rio, revi pessoas que não via há 9 anos (como os pais da Lu), minha eterna cunhada (Mariluci), quem eu vi pela última vez na minha formatura - há quase 3 anos - e minha Makhy, que eu não via há um ano, mas parecia que tinha se passado uma eternidade!


Em maio eu completei o primeiro mês que a carteira de trabalho foi assinada, desde então, sou trabalhadora formal (finalmente) Ufa! rsrsrs


No mês de junho, meus pais vieram me visitar, e eu começo a acreditar que não sinto mais falta do São João da Bahia. Porque quando meus pais estão aqui, eles preenchem todos os espaços, todas as lacunas, eles me completam de tal forma que nada que seja exterior me importa ou me preocupa. Meus pais e meu irmão são, para mim a tradução mais completa e fidedigna do que é o amor.


No mês em que completei 28 anos eu recebi bem mais do que merecia, e mesmo assim, o que eu mais queria não consegui realizar ainda. A verdade é que, todo mundo me encheu de carinho, de atenção, de palavras, pensamentos e gestos bons, mas mesmo assim eu ainda me sinto insatisfeita porque não atingi minhas metas pessoais - paciência, né? - tudo no seu tempo, como diria Mário Quintana: "E se me dessem um dia, uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio".


Em agosto, os 4 anos de namoro se completaram. Como diria a canção Nosso Pequeno Castelo: "Acontecerá"...
Ah! E claro, a viagem para a Europa. Pela primeira vez viajei para fora do Brasil. E sim, foi melhor do que imaginei, sim, superou minhas expectativas. Sim, eu amei tudo: o voo longo, a organização das ruas e avenidas das cidades alemãs e holandesas, a limpeza dessas cidades, a sinalização dos lugares, o ar mais frio, mesmo no verão europeu; as flores, as bicicletas, os casais de idosos ocupando os espaços, a quantidade de gente do mundo todo reunida num único lugar, a casa de Anne Frank, os sorvetes e milk shakes do Shop Point, as lasanhas italianas, o espetáculo do Roncalli's Apollo Varieté! Tudo muito lindo e organizado, limpo e bem cuidado, tudo tão tranquilo e seguro...
 Mas não, eu não trocaria o Brasil - e os brasileiros que aqui vivem - nem pela Alemanha e nem pela Holanda - que foram os países que eu conheci. Me arrisco a dizer, inclusive, que não trocaria este lugar onde estou por nenhum país europeu (com exceção da Itália). Talvez não troque por nenhum outro país do mundo, mas eu não conheci o Canadá ainda, nem o Japão, nem o México...


No retorno para o Brasil, recebi minha Ninha Edry pela primeira vez na casa dos meus pais. Nossa amizade se fortaleceu tanto desde que nos conhecemos que não há um só ano em que a gente ficou sem se vê nos últimos 9 anos! ^^

E então, setembro chegou, o mês do aniversário do meu irmão, que foi e é o melhor presente que eu já recebi, feito sob medida pelos amores da minha vida!


Mário Quintana, por favor, me ensina como é que faz para jogar pelo caminho a casca dourada e inútil das horas?

Há tanta coisa que eu ainda quero em 2015!

sexta-feira, 6 de março de 2015

(re)leitura

(re)ler é (re)viver.


A visão de mundo que eu tenho neste momento não é a mesma de quando eu estava com 21 anos de idade, e, é bem provável que seja diferente num futuro não muito distante.
Portanto, tudo o que eu (re)ler agora vai ter outro significado para mim, algo que não existiria outrora.
E então, já que eu não me lembrava direito da história, me entusiasmei com a ideia de fazer a (re)leitura.
Costumo dizer que ler não é perder tempo, é investir no tempo, dar sentido ao tempo. E que baita investimento eu fiz!
Essa história mexeu comigo muito mais agora, que percebo melhor a dor, o sacrifício e o privilégio e felicidade de ser quem sou.
Não me imagino vivendo em outro lugar do mundo.
Não me imagino realizando outras coisas senão estas que me consomem a cada segundo.
Não me imagino não sendo eu mesma, com esse meu coração, que de tão pequeno chega a ser profundo.
Apesar de eu não ter religião, eu amo andar de bicicleta, adoro ir à biblioteca, cinema então, é uma grande paixão. Odeio cozinhar, limpar a casa é uma chatice, lavar banheiro é um tormento. Mas lavar a louça, é a tradução de agradecimento pela comida, pela saciedade, faço isso cantando, pensando, calculando, e olha que sou péssima com números...
Aonde quero chegar?
Na história do livro, claro! Foi para isso que vim aqui. Não foi para falar de mim, embora daqui de onde estou, é impossível me reprimir, é impossível resistir. Então, sempre vai haver alguma coisa que só interessa a mim e nem adianta tentar entender. Egoísmo tolo? Talvez. Mas a verdade é que não sei me separar de mim, nem mesmo para chegar a um determinado fim.
Enfim, lá estão elas: sofrendo com o destino, com o desfecho, com os desafios e desatinos, com as desilusões e com a decadência de uma vida, de várias vidas. E no entanto, vivem e sagram, choram, cantam, embalam, abraçam, superam e apesar da morte, ainda permanecem.
A Cidade do Sol é um livro para ler, reler, refletir, viver e (re)viver. A leitura termina mas o pensamento vaga e anda lado a lado daquelas mulheres sofridas e vencedoras. Nesse momento, eu começo a entender que elas são um pouco de mim e de você.  Só me resta, então, agradecer e num futuro qualquer
quem sabe voltar a ler?
;)

domingo, 1 de março de 2015

ânsia


É uma ânsia de não sei o quê, nem pra quê, ou para quem, nem pra onde vai e não me pergunte por quê!
É uma ânsia de fazer, de dizer, de correr, de simplesmente viver...
Não, mais do que isso: de ver, de sentir, cheirar, cantar e comer!
Mais, mais ainda: gritar, dançar, pular e ler...

Ler para esquecer o que a gente não sabe ser;
Ler para lembrar como é importante de vez em quando a gente se deixar apenas florescer;
Ler para não mais saber o porquê de toda essa ânsia em ser feliz.

Felicidade e ansiedade são como água e óleo, a gente insiste: mas não se misturam.
A gente sacode, empurra, tritura, ferve, cozinha, pira!
Mas não adianta, a gente sempre erra a mira.

A quantidade não implica na qualidade, então, nem insista:
"haverá sempre alguma coisa que a gente não vai conseguir entender", já disse o meu poeta favorito.
Então, essa ânsia em ser feliz é só um disfarce pra esconder o significado desse meu conflito.

Perdi a rima, a letra, a voz e a vez,
perdi o sono, o som, o alcance e a lucidez...
Mas a ânsia...

Essa continua rondando o meu ser, me fazendo por ora perceber que nem adianta sequer escrever, eu não vou mesmo entender. O jeito é tentar conviver e de alguma forma aprender que a paz e a paciência são os caminhos para lidar com essa ânsia em ser feliz!






terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Saramagoando-me*

Fui lá somente para pegar o material que eu vou precisar para concluir minha pesquisa. Nada além disso, eu juro!
O tempo está se exaurindo e eu ainda preciso mergulhar mais profundamente em alguns conceitos preliminares, os quais só são possíveis de encontrar nessas referências. Portanto, eu não posso desviar a atenção.
Mas, ali no canto, na prateleira oposta à minha busca, como se só estivesse aguardando o meu olhar, eu, enfim, o encontrei. Parecia tão perdido, desolado, sozinho, enclausurado...
Quando o encontrei meus olhos brilharam, e o sorriso se abriu, como se eu tivesse encontrado um tesouro escondido.
Não resisti: foi amor à primeira vista, no nosso caso, à quarta vista, rsrsrsrsrsrs.
Não sei explicar essa minha paixão pelo José Saramago. Mas o fato é que cada obra dele há algo que me instiga, algo que me cativa, algo que me intriga e fascina...
Quando eu li Ensaio sobre a cegueira - após já ter visto o filme - fiquei pensando na tamanha inteligência desse ser humano incrível que ele foi... E a obra que ele nos deixou com certeza é resultado dessa perspicácia e sabedoria de vida.
E então, veio Ensaio sobre a lucidez, o qual eu li no momento mais oportuno possível: na época das eleições, quando ficamos realmente cegos, como no Ensaio sobre a cegueira. Não é à toa que os títulos são semelhantes e a história continuada. Afinal, a brancura e a cegueira são quase sinônimos, e neste momento eu me arrependo profundamente, amargamente, absurdamente por não ter votado em branco nas últimas eleições.
Então, para começar bem o ano, li As intermitências da morte, procurei por tanto tempo este livro, que não tem na biblioteca da UFES, e ele veio até mim assim: de "mãos beijadas"...
Ah, José Saramago, eu seria incapaz de olhar para As pequenas memórias e não te trazer para casa. Eu, que de alguma forma estou pesquisando sobre as memórias dos professores, não poderia deixar passar em branco as tuas pequenas memórias, meu querido! Só se eu não estivesse lúcida! rsrsrsrsrs.
Não sei o que me espera, mas vindo de você, Saramago, eu tenho certeza que cada linha, cada palavra, cada lição e ensinamento não será perda de tempo, ainda que o meu tempo esteja cada vez mais escasso, como a água da torneira nesses últimos meses.
Mas a sua leitura mata minha sede, me amplia a visão e me devolve a razão!
;)