sábado, 20 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014

Dunga foi o treinador escolhido para substituir Felipão na seleção brasileira de futebol, após aquela despedida trágica, vergonhosa e inacreditável da Copa do Mundo de Futebol. (Ainda não aceitei aqueles 7x1 contra a Alemanha);
Quanto a mim? Bom, eu conseguir manter estável meu nível de colesterol (HDL - 57mg/dL; LDL - 117mg/dL; Total - 189mg/dL)
A diferença de votos entre Dilma Rousseff e Aécio Neves no segundo turno das eleições foi de 3,4 milhões...
E eu, o que faço com esses números?*
O filme 12 Anos de Escravidão ganhou o Oscar de melhor filme, e eu ainda nem tenho ideia de quando o verei :(
O Instituto Nacional do Câncer lançou um estudo que previa 580 mil novos casos de câncer no Brasil em 2014 e eu aqui, doida para doar meu cabelo para a ACACCI - Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil - mas, aí é plano para quando eu terminar o mestrado...
Quando 2014 começou, eu só tinha um pensamento em mente: que fosse um ano bom para se guardar na memória com carinho e saudade. Embora eu estivesse consciente de que em se tratando de ano de Eleição e Copa do Mundo de Futebol, isso seria meio difícil. Mas, às vezes, para que as coisas deem certo, depende muito mais de nós do que de outros fatores. 
Só que é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro, como diz a canção, que não é do Humberto, mas é do Raul ;)
Bom, fazer uma retrospectiva deste ano que encerra é bastante complexo, porque foi um ano de mudanças e permanências: voltei a morar com meu irmão, permaneci seguindo a linha em direção aos meus objetivos de vida...
Em janeiro, viajei para Aparecida - SP com meus pais, uma viagem inesquecível, que me ensinou a diminuir o pecado da gula, rsrsrsrsrs. Neste mesmo mês, fomos para Bom Jesus da Lapa - Ba, dessa vez, meu irmão também foi e isso garantiu muito mais riso e diversão! Ainda no primeiro mês de 2014, encontrei minhas amigas que amo tanto: Makhy, em Gandu - depois de 5 anos sem nos vermos - Ninha Edry, em Uruçuca - nos deliciando com o almoço do esposo dela - Tassinha, em Jequié - depois de mais de um ano da nossa formatura e, ainda na Cidade Sol, meus amores: tia Diu, Dind e Duduzão - que foram a minha família quando eu morei lá... ;)


Em fevereiro, de volta à Vitória, terminei o que considero a melhor parte do mestrado: o estágio docente, o qual tive a honra e privilégio de fazer sob a supervisão do professor Caparróz - aquele que eu tanto li e estudei durante a graduação ^^


No mês de março, eu deixei de morar com a família de Mari e Tito, que tanto me acolheram assim que mudei para Vitória e fui morar com meu irmão, relembrando a época da nossa graduação. Entrei na academia e fui com minha amiga do mestrado, Liliane à Exposição sobre o corpo humano ;)


 Em abril, meus pais, meu Bunito, minha Cunha Rafa e mana Lari, com seu namorado de mesmo nome do meu irmão, vieram passar a páscoa por aqui, e foi tão bom estar com eles, apesar do pouco tempo e de toda a correria das atividades da pesquisa do mestrado. Mas foi bom demais!!! ^^


Em maio, minha Cunha Rafa veio visitar meu irmão, afinal, é preciso cultivar a plantinha, como diria minha amiga Carlinha ;)

Junho, mês do São João e da Copa do Mundo de Futebol, foi também marcante, porque foi quando aconteceu o show de Humberto Gessinger, o qual eu fui com meu Bunito, melhor que isso, só mesmo a presença dos meus pais!!! ^^

E então, o primeiro semestre do ano passou, trazendo consigo o mês do meu aniversário. Quando comecei a fazer as entrevistas para a pesquisa do mestrado e me decepcionei com a seleção brasileira de futebol... Paciência, o presente de aniversário? Meus pais me deram a passagem de avião para Floripa \o/


No mês de agosto, antes de ir para Floripa, passei na Bahia, somente para recarregar as energias. Na capital catarinense, participei do X SIEFLAS - Seminário Internacional de Educação Física, Lazer e Saúde - marcante para minha formação acadêmica e profissional, pois foi a primeira vez que apresentei trabalho oral em um evento de grande porte. Mas, o melhor disso tudo mesmo foi ter reencontrado Carlinha - depois de mais de um ano da nossa formatura  ;)



Então, setembro chegou - o mês do aniversário do meu irmão! E por coincidência ou não, foi o mês de estreia do filme dos Cavaleiros do Zodíaco, um momento bastante propício para relembrarmos a nossa infância, já que este desenho marcou as nossas vidas. Foi também quando estivemos participando do Conesef - Congresso Espírito-Santense de Educação Física - e foi uma correria enorme, mas valeu a pena!!! ^^

Em outubro aconteceu o Festival de Teatro... Foi tão marcante e especial que eu fiz um post completamente dedicado para este momento aqui no blog!!! Ah, e claro, foi o mês das eleições, o que me permitiu dar uma passada bem rápida na Bahia para poder exercer o tal do direito de cidadania ;)

Em novembro, Bunito veio me ver, nosso relacionamento enfrentou o primeiro término no mês anterior, mas espero que tenha sido o último! A melhor parte? A reconciliação, lógico! Porque o namoro muda, a gente muda, as circunstâncias também mudam, mas o amor, este continua ^^

Finalmente dezembro chegou! E com ele, a minha tão esperada qualificação. Agora só falta defender e então concluir o mestrado. Fora isso, muito trabalho, muita dedicação e muita abdicação. Mas eu sei que tudo que estou passando será recompensado. Esta é a segunda vez que passarei natal longe da minha família... Dessa vez, em outro estado, dessa vez, com outro propósito, dessa vez com a consciência de que não importa aonde estejamos, eles estarão sempre comigo e eu com eles... ^^



É, olhando para trás, observando essas fotografias, relembrando tudo o que aconteceu neste ano que daqui há puco termina, até que posso considerar que 2014 foi mesmo um ano bom... 
Bom também é a gente reconhecer que não é a mudança de ano que vai determinar como serão nossas vidas, mas sim, nossas mudanças de comportamento, de pensamento, de sentimento... Então, eu não espero que 2015 seja melhor que 2014. Eu espero que eu melhore no próximo ano, que eu seja autora e protagonista da minha existência. Passa ano, sai ano, entra ano, mas, sou eu quem devo melhorar, somos nós... O restante é só consequência! ;)
E que venha 2015!!! \o/


Isso é tudo!

Tudo aquilo que me disseram sobre o amor, pode esquecer! Nem vou perder meu tempo para te dizer. Porque, para mim, nada disso me parece verdadeiro.
O amor é um sentimento muito intenso, como foi aquele mês de fevereiro.
Tão profundo, demasiadamente subjetivo e ao mesmo tempo, introspectivo, que sendo assim, simplesmente não pode ser definido. Apenas sentido, vivido, apreciado, comprazido e agradecido.
Pra ser sincera, neste momento, eu nem sei mais o que realmente faz sentido tudo isso que eu tenho lhe dito...

Parece bastante complicado. Talvez realmente seja. Mas, ainda assim, me recuso a acreditar que o amor possa ser, de fato, explicado. É muita incoerência de pensamento, quando se pretende delimitar o que realmente seja este sentimento. Para mim, não há mais nada para ser explicado. O que precisamos fazer é apenas senti-lo aos bocados! ;)

Só de pensar no amor as palavras fogem. Se despedem sem ao menos olhar para trás. Mas, algo permanece: essa vontade absurda de estar perto, de estar junto, de dizer ao mundo que o meu amor é tudo!
Não. Não me peça para dizer mais nada.
Não há palavras que descreva esse sentimento; não há palavras que o defina; não há palavras que caibam o que se passa aqui dentro quando penso, quando sinto, quando o amor invade tudo em mim.

Talvez, então, amor seja só isso: invadir, desabrochar, latejar, somente sentir. Mas isso já é tudo, porque não há maior felicidade que esta: descobrir que o amor é tudo, é o que compõe o nosso mundo! ^^


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

de novo, o tempo!

Que falta eu sinto de não poder voltar no tempo...
Quando minha memória insiste em corroer o passado eu sinto uma falta terrível de algo que eu nunca tive, de algo que eu nunca terei, e mesmo assim, a falta é latente.
Leio livros, ouço músicas, vejo belíssimas fotografias, mas nada disso preenche essa vontade louca e absurda de querer voltar no tempo... Voltar para corrigir, para me corrigir, para mudar, me transformar, para melhorar, para não mais esse peso e essa culpa carregar.
Quando eu olho para trás, sinto com todos os poros do meu tecido epitelial que foi necessário tudo o que aconteceu para que eu me tornasse o que sou agora. Ah, mas se eu pudesse, ao menos uma vez na vida, por um instante que seja, voltar àquele tempo, eu teria feito tudo diferente. Eu te juro que mudaria a forma que agi, mudaria tudo que eu fiz... faria você feliz!
Ainda me pergunto por que tinha que ter sido assim? Por que? Pra quê? Será que essa era a minha intenção desde o início? Carregar essa culpa comigo para sempre? Você nem deve se lembrar mais, e isso de alguma forma me alivia o coração. Mas eu não esqueço os erros que cometi, de alguma forma eles me matam e me mantém viva, dia após dia...
"Nada nos garante que o futuro será melhor e mais feliz que o que o hoje", li esse provérbio naquela época, mas só agora compreendo o seu real significado. Por isso, vou parar por aqui, o meu desejo é que você seja sempre feliz. Quanto a mim? ora, também sou feliz! Mas se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente... E de novo, essa vontade louca de voltar no tempo! Mas já que não é possível, só me resta seguir...Encarar tudo isso de frente! ^^

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

então é isso..

Eu me pergunto sobre o que nos move, sobre o que nos faz viver, sobre tudo isso que dizem que a gente precisa fazer...
Mas, e eu e você? Como é que a gente fica?
Tenho observado os relacionamentos desfeitos, a começar pelo nosso, que apesar disso, já foi refeito; cada um seguindo para um lado e aquilo que outrora eu pensava que seira pera sempre, já não o é mais agora.
Então eu volto a me questionar sobre isso que a gente pensa que é amor, sobre isso que a gente insiste em dizer que é amor, sobre isso que a gente um dia acreditou que seria amor... Mas não, foi, ou se foi, já passou, já deixou de ser, ou nunca foi?!
É triste quando se vê relacionamentos que são referência para você serem desfeitos... É como se isso confirmasse a dúvida de que o amor não existe, só existem provas de amor, como diz a música...
Mas eu vejo meus pais... Eu vejo aquele casal de amigos gays que se amam há mais de 12 anos e sempre foram fieis. E nesse momento eu penso que pode sim existir o amor como declamavam os grandes poetas...
Amor de verdade: de entrega, de compreensão, de dedicação, de enfim, vontade de viver na mesma casa, na mesa que reparte o pão*
Eu sei que todos nós, de um jeito ou de outro, temos formas de amar  diferente, mas eu me pergunto mesmo se isso é amor, se foi, se será? Então é isso: amar é sempre ter dúvidas? E eu sou tão cheia de certezas...
Ás vezes eu queria viver um amor desses que eu lia em livros de romances na adolescência. Mas todos eles foram finalizados, todos eles tiveram um ponto final, algo bem longe do tal "felizes para sempre".
Eu só queria ser feliz, viver um romance que não só me tirasse o fôlego, mas tirasse também meus conceitos e pré-conceitos. Não precisaria me levar a Paris, eu estaria satisfeita se me levasse apenas para mais perto de mim...
Bom, mas no final das contas é isso aí, não há muito o que entender, nem fazer. Só nos resta mesmo viver, já que temos uma vida - esta vida. Mas será que não amar não nos faz perder a oportunidade de estarmos vivos?
Já não sei... Sinto falta dos meus gatos, de ter um cachorro. Não é complicado amar os bichos, pelo contrário! Só é complicado mesmo amar gente como a gente, porque a gente espera sempre ser correspondido e compreendido e... Então é isso: quando você mais precisa, você está sozinho.
Então é isso...


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Livros: um estilo de vida


"Há o hábito de pensar que se entra numa
biblioteca para procurar um Livro.
Não é verdade. Sim, por aí se começa, mas o
que na realidade se busca é a aventura."
(Umberto Eco)

A proposta inicial para o título deste texto foi 'Livros: uma paixão'. Mas sempre ouvir falar que paixão é passageira. E isso que eu sinto por livros vem sendo construído em mim desde quando eu era uma criança, quando minha mãe lia histórias para mim, antes de dormir, ou quando na biblioteca da extinta escola, aos 12 anos eu me perdia naquelas prateleiras o que me fazia chegar atrasada na grande maioria das aulas - principalmente, as de exatas, já que nunca fui boa com números, ao contrário das letras...
Tenho uma relação com livros que é complicado descrever. Não porque eu não saiba dizer, mas porque esse sentimento vai muito além da minha compreensão. Há uma sinergia, uma enorme sintonia, de tal forma que em meio aos livros eu me sinto em plena harmonia. Tenho a impressão de que não os escolho. Eles é quem o fazem quando me vêm. E então começa a aventura: o cheiro, o toque, o olhar. Falando assim, a sensação que eu tenho é de que os livros me lembram pessoas, talvez por eles terem sido produzidos por pessoas, mas se fosse assim seria muito simples de entender, já que este computador aqui também foi produzido por pessoas. Mais que isso, a própria natureza, que embora não seja uma produção humana, de alguma forma também nos remete a humanidade. Olha que coisa mais complexa de se exprimir...
Mas, voltando ao fato dos livros me lembrarem os seres humanos, acabei de recordar uma frase do Paul Valéry que diz: "Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo". Eu poderia terminar tranquilamente este texto por aqui. Mas ainda não disse tudo o que eu pretendia quando mudei o título. Afinal, eu não sou só uma apaixonada por livros. Meu sonho de consumo não é só ter uma biblioteca em minha casa. Livros não são só uma extensão dos meus braços e mãos. Eu sei que parece confuso, sei também que não serei suficientemente explícita em minhas palavras, mas a verdade é que eu sinto que os livros representam para mim um estilo de vida. Bibliotecas me fascinam e eu começo a desconfiar que há algum elemento no meu DNA que também está presente nos livros. Não é possível! Tem de haver alguma coisa que nos liga, porque eu e os livros parece o imã e o ferro.
Ler não é só um lazer, não é só um hobby, não é só uma descontração. Ler, para mim, é necessidade, é como beber água, como a comida de cada dia ou como este ar que respiramos. Livros, para mim são como os raios de sol que nos iluminam, nos guiam e nos mostram os caminhos que devemos seguir. E neste momento eu penso que o livro foi a mais importante produção humana.
Definitivamente,o título ficou bem melhor assim, porque minha paixão por livros há muito se transformou em estilo de vida.
Então, vamos ler!
Porque ler também é viver! ^^

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

felicidade plena

Blogueira anônima que sou, não deixo de acompanhar blogs, textos e poemas de pessoas muito mais talentosas, criativas e competentes que eu na arte da escrita, na arte de traduzir os sentimentos que o coração produz...
Esses dias estive só de passagem por um blog... Assim, como quem não quer nada, só por conta do títuo do post encontrado em algum momento de descontração numa rede social qualquer e então me deparei com um tal de Cartas para Helena. Fiquei absolutamente fascinada com uma postgem em que a autora fala sobre a liberdade que queria para sua filha, liberdade plena ao ponto de desejar para sua filha não apenas o que estava limitado socialmentee para ela, mas uma liberdade tão profunda que fosse possível sua filha escolher ser quem ela quisesse ser! Sem amarras, sem limitações, sem julgamentos e imposições.
Isso é tão lindo!
Imagine só uma mãe dizer para sua filha ainda bebê:
"Helena, você pode ser menino se quiser".
http://cartasparahelena.wordpress.com/2014/03/30/helena-voce-pode-ser-um-menino-se-quiser/
Por alguns instantes imaginei minha mãe me dizendo isso. Mas, definitivamente, nem no sonho ela me diria uma coisa dessas, até porque católica, tradicional e firme em suas convicções do jeito que ela é, isso seria bem impossível de se acontecer.
No entanto, apesar disso eu a entendo, a comprendo, a respeito e a amo e a amarei todos os dias de minha vida do mesmo jeito, nesta vida e na próxima...
Mas o fato é que este texto mexeu muito comigo: eu que amo a liberdade, eu que aspiro um mundo no qual as diferenças de gênero, sexo, cor, credo, classe sejam superadas e ignoradas, porque pouco importa ser homem, mulher, homossexual, trans, poli, rico, pobre... e por aí vaí. Então, me pergunto se algum dia a humanidade viverá em liberdade, numa liberdade tão profunda, tão concreta, tão absoluta que as pessoas poderão amar sem medo... Simplesmente amar. Parece lindo, não é mesmo? Porém, no momento esta imagem é só um vislumbre, é só uma miragem...
Mas, há pessoas como a Paola Rodrigues, que escreve com a alma e ama sua filha com todo amor que há no mundo, um amor tão puro, tão profundo que ela é capaz de dizer sem recios:
"Só quero te deixar claro, querida, você pode ser um menino, uma menina, algo entre um ponto e outro, uma flor, um pedaço de nuvem, um peixe com pés, tudo que você quiser, desde que seja uma pessoa de opinião própria. Prefiro que você reflita sobre tudo e me conte sobre sua decisão, do que seja a garotinha perfeita e de sucesso da mamãe".
 Esse amor é infinito, ultrapassa as barreiras do preoconceito, da lógica e da estrutura da sociedade machista na qual vivemos e por isso mesmo é o maior amor que há no mundo.
Sim, eu não quero ser mãe. Cada vez mais me convenço disso. Mas, não, eu ainda não perdi a fé na humanidade. E é por causa de pessoas como essa notória blogueira que eu acredito num mundo melhor, mais livre, mais cheio de amor, enfim, num mundo em que a felicidade de ser quem é, de amar quem se quiser, já seja o suficiente. Lembro que Clarice Lispector escreveu uma vez que: "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome". Tenho a leve impressão que talvez essa seja a coisa sem nome a que ela se referia...
Tanto para a Helena, filha da Paola, quanto para as Helenas filhas de todas as outras mulheres que existem no mundo, é este o meu desejo: que elas tenham vida, mas vida em abundância, e essa palavra ainda sem nome, mas que eu ouso traduzir em felicidade pelna.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

talvez, amanhã*


Não. Hoje não.
A maré não está pra peixe.
Nem as palavras para este texto.

Hoje está um dia sombrio, voltou a chover...
E as palavras insistem em desaparecer.
Ratifico: hoje não tem como escrever!

Amanhã, talvez...
Quem sabe as palavras surjam de uma vez...
E me façam esquecer que hoje eu fui um bordão, um mero clichê!

Que coisa é essa? rasa, rasteira, barata, vaga...
Sobra rima, mas falta palavra.
Essa minha poesia de tão rala só precisa de uma coisa:
uma nova alvorada!

É, hoje não dá para disfarçar:
o mar não está bom para se banhar...
Nem adianta tentar embarcar!
Estas poucas palavras não vão deixar...

Talvez, amanhã eu consiga pular;
pode até ser que eu vá nadar...
quem sabe até mergulhar...
Mas, hoje, não adianta nem orar,
porque antes de cair no mar 
a chuva vai se encarregar 
de tudo molhar, 
de tudo lavar, 
de nos purificar!
Por hoje é só, vou deixar passar a ventania*